Bienal Internacional de Curitiba 2013

Questões sociais são tema de obras de artistas da Bienal Internacional de Curitiba neste Dia das Nações Unidas



Obra "Kunst Marsch Marsch", de Jonathan Meese
Na próxima quinta-feira, dia 24 de outubro se comemora o Dia das Nações Unidas e alguns artistas da Bienal Internacional de Curitiba expõem trabalhos relacionados ao tema.

Os conflitos militares e o desarmamento; o trabalho escravo e infantil; a miséria na África; os desafios de preservação do meio ambiente, enfim o pleno exercício dos direitos humanos são apenas algumas das questões atuais que a Organização das Nações Unidas se propõe a lutar. Nesta Bienal, mais de 20 artistas de diversos lugares do mundo trazem à tona seu pensamento crítico e criatividade nesta discussão global.

O argentino Carlos Trilnick utiliza um estádio de futebol vazio e um pano preto cobrindo um dos gols para propor, no vídeo intitulado ?Contahomenaje 1978-2003, 2003?, um relato metafórico da corrupção e violação dos direitos humanos na Argentina durante a ditadura militar. Especializado em vídeo, fotografia e tecnologias digitais, já expôs no MOMA em Nova Iorque, na Bienal das Imagens em Movimento de Genebra, no Instituto de Arte de Chicago.

O artista japonês Jonathan Meese apresenta foto-colagem e livros com aplicações em cerâmica que abordam a iconografia do nazismo e remetem à problemática do tempo e da matéria. Ele faz parte do Magnet River, um coletivo de artistas europeus que também expõem nesta Bienal. Sua obra está presente em museus importantes como o ARTAX em Dusseldorf e o Pompidou em Paris.

William Kentridge é um dos principais nomes da cena artística mundial, um sul-africano que mostra quatro vídeo-animações nesta Bienal, dentre elas, "Felix in Exile". Os vídeos inovam na técnica, com discursos que abordam conflitos sociais, pessoais e a transição da África do Sul, com sua independência e o fim do apartheid.

A obra "Abismo" do brasileiro João Castilho é um vídeo minimalista em que imagens plásticas incertas é mostrado um bote com homens negros, quase invisíveis à noite, rumo ao desconhecido. Alude aos imigrantes africanos clandestinos que hoje buscam o sul da Europa, ou aos que partem de Cuba rumo à Flórida. Pelo seu trabalho já recebeu os prêmios Ibram de Arte Contemporânea, Projets de Création Artistique, Prêmio Marc Ferrez de Fotografia e Prêmio Conrado Wessel.

O alemão Wolfgang Stiller expressa a sua arte a partir do sofrimento fi?sico e mental, gerado pelos desgastes urbanos cotidianos, que provocam o esgotamento ou burn out diante das presso?es do dia a dia. A instalação ?Monges? representa um grupo de seres refugiados, vivendo distante dos conflitos da sociedade contemporânea. Sua obra faz parte de coleções como Museum Bochum (Alemanha) e Museum Belden na Zee (Holanda).

O imaginário da guerra se faz presente em diversos outros trabalhos como na série ?Farsa?, da artista Dora Longo Bahia, que mostra a profundidade da pesquisa pictórica sempre com implicações políticas. Os contextos de guerra em pinturas históricas são confrontados com fotografias de mesmo cunho, que circularam na mídia. As pinturas realizadas sobre lona de caminhão do exército são vandalizadas no espaço expositivo pela própria artista que é doutora em Poéticas Visuais (ECA/USP).

Para a israelense Michal Rovner, a obra ?Tracing? é um trabalho elaborado na interseção entre a imagem estática da fotografia e a imagem em movimento referindo-se com frequência ao tempo e a condição humana. Seu trabalho revela um histórico de discussão de questões políticas com exposições em Nova Iorque (Whitney Museum), Paris (Louvre) e Londres (Tate Gallery).

Dominique Dubosc nasceu na China, mas vive e trabalha principalmente em Paris. Cineasta de documentários desde 1968, já rodou cerca de cem filmes mundo afora. Em ?Territórios ocupados?, doze sequências filmadas na Cisjordânia e em Gaza, mostra cenas cotidianas dos territórios palestinos ocupados por Israel. A obra revela mais do que a longa e sangrenta disputa pelo espaço, mas também o estado permanente de viver sob ameaça.

Na performance da australiana Jill Orr, mostra-se a crueldade da invasão americana ao Iraque através da representação da aberração humana de Goya. ?The sleep of reason produces monsters? retrata os acontecimentos mundiais dos últimos tempos com esculturas criadas a partir de uma tonelada de ossos. Ela é doutora pela Universidade Monash (Melbourne, 2013) e já recebeu prêmios do Australia Council, Arts Victoria and Vic Health.

Em "Shadows from another place", a artista de webarte Paula Lavine mapeia a primeira noite da invasão americana em Bagdá (2003) espelhando-a na cidade de São Francisco. Interessada em uma ampla variedade de mídias digitais seus projetos recentes de utilizam a web, mapeamento e coordenadas GPS. "The Wall ? The World" usa o Google-Earth para mostrar o muro de 15 milhas na Cisjordânia, que pode ser projetado em qualquer cidade escolhida pelo usuário.

Escritor, artista, publicitário e tecnólogo, James Bridle usa imagens do Google Earth para interagir com literatura, cultura e internet. Na obra "Dronestagram" o busca em sites da mídia, dos governos e na Wikipédia, as localidades que Drones (veículos aéreos não tripulados) utilizados por exércitos atingem.

Pioneira na arte web, a russa Olia Lialina apresenta em "My boyfriend came back from war" o relato de dois amantes que se reúnem após um conflito militar. O espectador vai alinhavando mentalmente o enredo, achando, por fim, um sentido do texto.

A investigação do artista colombiano Edwin Sánchez vem abordando a linha tênue da moral, a noção de direito e a complexidade da violência e do conflito armado em seu país. Os trabalhos tentam romper com as bases estabelecidas, mostrando quase sempre as provas dos seus delitos. Para ele interessa evidenciar os mecanismos perversos de uma sociedade e não apenas mostrar as soluções como na obra ?Exercício de Anulação?. Ele já expôs na Costa Rica, Noruega e no México.

O paulistano Laerte Ramos mostra uma catalogação de armas de fogo cuja forma e tamanho são tão fiéis quanto o título das obras. ?Arma Branca? e ?Temporada de Caça? são armas feitas de cerâmica de amplo sentido pictórico. O artista já ganhou diversos prêmios como o Don Alvar Nuñes Cabeza de Vaca e o Prêmio Mostra Trienal de Gravura Lelocleprints04 (Suíça).

O cubano René Peña já participou de exposições individuais e coletivas na América e Europa. Sua fotografia assume os valores da bela forma (harmonia, equilíbrio, síntese e proporção), para registrar as contradições de uma realidade social conflituosa e apontar com ironia figuras da história da arte como é o caso de ?Black Marat?.

O video-artista Antoni Abad expõe em "Megafone.Net" é uma plataforma que agrega materiais produzidos por grupos que sofrem algum tipo de discriminação, utilizando celulares com dispositivo fotográfico. Já foram desenvolvidas ações com desabrigados na Colômbia, taxistas no México, trabalhadores do sexo em Madrid, motoboys em São Paulo, cadeirantes em Barcelona, jovens camponeses em Leon e Lérida (Espanha).

A série ?Mãos para São Paulo? do artista José de Quadros foi concebida como uma homenagem silenciosa a?s pessoas inco?gnitas que atuam nos grandes centros urbanos ? retratando em monotipias as mãos de habitantes de São Paulo que foram vítimas de acidentes de trabalho e, por isso, mutilados. O trabalho é acompanhado de esculturas de ex-votos que retratam também corpos mutilados. Sua obra pictórica seja ela sobre papel, tela ou acrílicos abrange temas de caráter social e político baseadas em seu cotidiano e assimiladas através de seu olhar e sensibilidade aguçados.

O maceioense Delson Uchôa expõe sua tapeçaria elaborada com tinta acrílica e resina sobre lona. A desconstrução do clichê do tropicalismo brasileiro e a crítica ao circuito de produção e circulação dos bens transportados desde a China até o Nordeste estão presentes em sua obra, que também questiona a exploração do trabalho e o uso de mão de obra barata. Dentre diversas exposições destacam-se: Arco Madrid (Espanha, 2013 e 2011), 12a Cairo Bienalle (Egito, 2010) e 10a Bienal de la Habana (Cuba, 2009).

O hondurenho Adán Valencillo veio para Curitiba para criar sua obra que apresenta uma crítica social e ambiental utilizando pigmentos e fluidos (chorume) coletados no Aterro da Caximba. A obra foi feita diretamente na parede do Museu. Já expôs seu trabalho em bienais como a de Veneza (2011), Pontevedra na Espanha (2010) e La Habana em Cuba (2009).

Por fim, a obra do indiano Jitish Kallat propõe um novo planejamento urbano e paisagismo para a cidade de Mumbai. A proposta aparece na série fotográfica ?Chlorophyll Park (Mutatus Mutandis)?, com soluções utópicas construídas para simular outra realidade. Nas imagens, o artista insere grama no chão, um elemento surreal que altera a realidade sobre o trânsito caótico da cidade. Kallat trabalha com uma grande variedade de meios como pintura, escultura, fotografia e instalação e já realizou exposições em lugares como o Museu Arken (Dinamarca), Museu de Arte Contemporânea de Lyon (França) e Essl (Áustria).

Patrocínio
A Prefeitura Municipal de Curitiba/Fundação Cultural de Curitiba e o Banco Itaú apresentam a Bienal Internacional de Curitiba 2013, realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (Lei Rouanet). Esta edição também conta com o patrocínio Petrobras, BNDES, Votorantim Cimentos e Volvo, além da Copel e Sanepar, por meio da Conta Cultura. Tem copatrocínio da Barigui Financeira e Construtora JL, além do apoio do Governo do Paraná/Secretaria de Estado da Cultura, Sesi no Paraná e Sistema Fecomércio Sesc Senac PR.

Serviço:
Data: Até 1° de dezembro
Adan Valencillo, Carlos Trilnick, Dominique Dubosc, Jonathan Meese, Michal Rovner, René Peña, William Kentridge, João Castilho, Delson Uchôa
Local: Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999 I Centro Cívico)
Horário de visitação: 10h às 18h (3ª feira a domingo)
Tel.: (41) 3350-4400
Ingresso: R$6 e R$3 (meia entrada)

Edwin Sánchez
Local: Solar do Barão ? Museu da Gravura e Museu da Fotografia Cidade de Curitiba
Horário de visitação: 9h às 12h e 13h às 18h (2ª a 6ª feira) e 12h às 18h (sábado, domingo e feriados)
Local: Rua Pres. Carlos Cavalcanti, 533 I Centro
Tel.: (41) 3322-1525
Ingresso: Gratuito

José de Quadros, Laerte Ramos, Dora Longo Bahia, Wolfgang Stiller
Local: Casa Andrade Muricy (Al. Dr. Muricy, 915 I Centro)
Horário de visitação: 10h às 19h (3ª a 6ª feira) e 10h às 16h (sábado, domingo e feriados)
Tel.: (41) 3321-4798 e 3321-4786
Ingresso: Gratuito
www.cam.cultura.pr.gov.br

Jitish Kallat
Local: Paço da Liberdade (Praça Generoso Marques, 189 I Centro)
Horário de visitação: 10h às 12h (3ª a 6ª feira), 10h às 18h (sábados) e 11h às 17h (domingos e feriados)
Tel.: (41) 3234-4200
Ingresso: Gratuito
http://sescpr.com.br/eventos/pacodaliberdade/

Jill Orr
Local: Galeria da APAP/PR (Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná - Av. Jaime Reis, s/n Sala 07 I São Francisco)
Horário de visitação: 14h às 17h (3ª a 6ª feira) e 10h às 13h (sábado e domingo)
Tel.: (41) 3232-0408
Ingresso: Gratuito
www.apap.com.br

Últimos dias para visitar a obra da alemã Katharina Grosse




A obra da alemã está em exposição no Centro Cultural Sistema FIEP. Foto: Rodrigo Cardoso

Quem ainda não conferiu a obra "Sticks in a shop", da alemã Katharina Grosse, tem mais alguns dias para visitar o trabalho da artista. O colorido tronco de árvore instalado sobre chapas de madeira ficará em exposição no Centro Cultural Sistema FIEP até o dia 27 de outubro, domingo.

O trabalho da alemã, feito exclusivamente para a Bienal Internacional de Curitiba 2013, salta aos olhos seja de quem entra na galeria ou de quem passa pela rua ao lado. Afinal de contas, a obra está estrategicamente exposta em um local cujas paredes são de vidro, possibilitado a apreciação também dos pedestres que passam pela calçada.

Katharina Grosse produz, através de uma fusão de pintura, arquitetura e escultura, uma experiência de imersão física para o observador, optando por trabalhar diretamente em paredes e objetos usando uma pistola de spray industrial. Seus trabalhos pintados com spray revitalizam superfícies tão amplas e não-ortodoxas como exteriores de edifícios, porões sem uso e roupas, e convencionais como uma tela esticada ou papel. Seu método deriva de uma combinação de tradições históricas de arte - afresco, pintura ao ar livre, Expressionismo Abstrato e grafitti de rua.

Serviço

Exposição da obra "Sticks in a shop", de Katharina Grosse

Data: até o dia 27/10

Horário: de quarta a domingo, das 10h às 19h

Local: Centro Cultural Sistema FIEP (Avenida Cândido de Abreu, 200 - Centro Cívico)


Artistas universitários do CUBIC apresentam performances nesta sexta




O CUBIC conta com exposições de obras e performances de artistas universitários. Foto: Rodrigo Cardoso

Na próxima sexta-feira, dia 18, estudantes de artes que participam do CUBIC - Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba irão apresentar três performances na FAP - Faculdade de Artes do Paraná, a partir das 19h. Lais Ribeiro Marcelino (UFPR), Juliana Lima Liconti (FAP) e Karen Christinne Tribess Zem (UFPR) mostrarão suas obras selecionadas no edital do CUBIC. Em seguida, Fernando Ribeiro, curador convidado da Bienal, irá participar de um bate-papo sobre performances. A entrada para as apresentações e para a conversa é gratuita.

O CUBIC faz parte da programação da edição comemorativa de 20 anos da Bienal Internacional de Curitiba e é composto por obras de artistas universitários da capital paranaense. A ideia é valorizar a troca de experiências e dar visibilidade às pesquisas poéticas dos jovens artistas dentro de um contexto expositivo mais amplo. Os 38 artistas selecionados apresentam seus trabalhos no SESC da Esquina, Sala de Exposições do DeArtes (UFPPR), Sala de Exposições da EMBAP, Sala Arte, Design & Cia. (UFPR) e na FAP.

As exposições do CUBIC vão até o dia 8 de novembro.


O Circuito Universitário de Curitiba abre espaço para jovens estudantes de arte. Foto: Rodrigo Cardoso

Serviço

Apresentação de performances do Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba - CUBIC e bate-papo com Fernando Ribeiro

Data: 18/10, sexta-feira

Horário: 19h

Local: Cantina da FAP - Faculdade de Artes do Paraná (Rua dos Funcionários, 1357 - Cabral)

Performances de: Lais Ribeiro Marcelino (UFPR), Juliana Lima Liconti (FAP) e Karen Christinne Tribess Zem (UFPR)


Leitura de poesias em trajeto de barco é atração no Passeio Público




Lago do Passeio Público é o cenário da ação poética da Bienal

No próximo sábado, dia 19 de outubro, serão recitadas poesias em trajetos de barco no lago do Passeio Público. Em viagens feitas em duplas, as pessoas poderão ouvir leituras poéticas declamadas por Maria de Jesus e Wanda Bondan. o trajeto de barco é gratuito e integra as ações literárias da Bienal Internacional de Curitiba, coordenadas pelo poeta e curador convidado Ricardo Corona.

Os poemas recitados fazem parte da antologia Fantasma Civil, que será lançada no próximo no dia 21 de outubro, às 17h, no Palacete Wolf. Essa ação é, sobretudo, um gesto poético que se oferece à cidade pela fala do coração destas mulheres.

A antologia Fantasma Civil, organizada por Ricardo Corona para a Bienal, reúne 42 poemas de 42 autores brasileiros que mantêm alguma afinidade com Curitiba. O conjunto de poemas acessa lugares da cidade, propondo-se a uma cartografia sensível da cidade.

Com projeto gráfico da artista visual Eliana Borges, a publicação é composta de folhas soltas acondicionadas em uma caixa. Cada página traz impressa, além do poema, uma imagem a que o texto faz referência. A publicação estará disponível gratuitamente nas Tubotecas para que os moradores de Curitiba tenham acesso à obra.

As declamadoras

Maria de Jesus, 79 anos, é uma das convidadas a recitar poemas no trajeto de barco do Passeio Público. Mesmo sabendo vários de seus poemas prediletos de cor, ela conta que a última vez que declamou poesias em público foi na época da escola, quando era criança. Desde lá, os livros sempre estiveram presentes na sua vida. "A literatura deve fazer parte da vida de todas as pessoas, a gente não vive sem isso. Um livro aberto é um amigo que espera", afirma Maria.

Aposentada há 15 anos, ela conta que divide seu tempo para cuidar do corpo e da mente. Pelo menos uma hora de cada dia é dedicada à leitura. Com tantos livros importantes que passaram por sua vida, ela não consegue eleger apenas um como preferido. "O último que li foi 'Os Colegas de Anne Frank' (Theo Coster, 2012)", conta. A voz doce de Maria é uma marca de sua personalidade. E quando suas palavras se transformam em versos e rimas, emocionam.


Wanda Bondan durante desfile no carnaval curitibano de 2011. Foto: Irene Roiko

Catarinense que vive em Curitiba, Wanda Bondan tem 74 anos e a última vez que declamou poemas também foi na época de colégio. "No dia 7 de setembro sempre recitávamos poesias", lembra. A aposentada tem uma queda pelos livros sobre espiritismo. Seu preferido é o romance "Violetas na Janela", de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, que se tornou um best-seller brasileiro na década de 1990. Wanda tem muitas paixões em sua vida. Além da literatura, está sempre fazendo seus bordados e crochês. Ela também brinca que gosta de se exibir. Além de praticar teatro amador há oito anos, Wanda desfila há mais de uma década no carnaval de rua curitibano, no bloco "Rancho das Flores".

Serviço

Leitura afetiva dos poemas da antologia Fantasma civil
Declamadoras: Maria de Jesus e Wanda Bandan

Local: Passeio Público
Data: 19 de outubro (sábado)
Horário:
Manhã: das 9h às 11h
Tarde: das 14h às 17h
Participação gratuita


Bienal lança antologia poética “Fantasma Civil” com leitura e bate-papo




Antologia poética "Fantasma Civil"

No dia 21 de outubro (segunda-feira), a Bienal Internacional de Curitiba 2013 realizará o lançamento da antologia poética "Fantasma Civil", no Palacete Wolf. O livro, que integra as ações de literatura da Bienal Internacional de Curitiba, reúne 42 poemas de autores brasileiros que mantêm alguma afinidade com a cidade. O evento começará às 17h e contará também com leitura dos textos da publicação.

No dia seguinte, 22 de outubro (terça-feira), alguns dos autores estarão na Livraria da Vila (Shopping Pátio Batel) para um bate-papo sobre a antologia. Na conversa, que começa às 19h30, estarão presentes Luci Collin, Leonarda Glück, Roberto Prado, Sergio Viralobos e Vanessa Rodrigues. A mediação fica por conta de Ricardo Corona, curador convidado da Bienal e organizador da antologia.

Na quarta-feira, dia 23 de outubro, será realizada a solenidade de doação de exemplares a bibliotecas paranaenses na Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133), a partir das 11h.

Com projeto gráfico da artista visual Eliana Borges, a publicação é composta de folhas soltas acondicionadas em uma caixa. Cada página traz impressa, além do poema, a imagem que este menciona. A publicação estará disponível gratuitamente nas Tubotecas para que os moradores de Curitiba tenham acesso à obra poética.

Bienal pela cidade

Nesta edição, a Bienal Internacional de Curitba tem uma série de atividades de cunho literário. Além do lançamento de "Fantasma Civil", atores estão fazendo leituras dos poemas que integram a antologia em diversas linhas de ônibus da cidade. A leitura também será feita em travessias de barco, no lago do Passeio Público no dia 19 de outubro. Os participantes embarcam em duplas para uma travessia em que os poemas serão recitados.

A poesia na programação da Bienal também agrega espaços como o Jardim Botânico e a Casa da Memória. A estufa do parque abriga a instalação poético-sonora "O sexo vegetal", de Sérgio Medeiros. Já a Casa da Memória, no Largo da Ordem, será o cenário da projeção do poema "aA Momento de Simetria", do autor argentino Arturo Carrera, no dia 9 de novembro.

Outra ação de literatura pode ser acompanhada na internet. Todas as segundas, quartas e sextas-feiras, o Twitter da Bienal (twitter.com/bienalcuritiba) publica micro-contos do escritor curitibano Dalton Trevisan, selecionados por Ricardo Corona. Formado em Direito (UFPR), Trevisan escrevia contos na revista Joaquim (década de 40), ganhou diversos prêmios, dentre eles o Prêmio Jabuti e o Prêmio Camões.

Serviço:

"Fantasma Civil"
Lançamento da antologia poética com leitura de poemas
Data: 21 de outubro
Local: Palacete Wolf (Praça Garibaldi, 7 | Centro)
Horário: 17h
Tel.: (41) 3321-3220
Ingresso: Gratuito

Bate-papo com autores
Com Leonarda Glück, Luci Collin, Roberto Prado, Sérgio Viralobos e Vanessa C. Rodrigues
Mediador: Ricardo Corona
Data: 22 de outubro
Horário: 19h30
Local: Livraria da Vila (Pátio Batel - Av. do Batel, 1868 I Batel I Loja 314)
Tel.: 3020-3500
Ingresso: Gratuito

"Fantasma Civil" - doação da antologia a bibliotecas do Paraná
Data: 13 de novembro
Local: Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133)
Horário: 11h
Tel.: (41) 3221-4900
Ingresso: Gratuito

Leitura de poesias em trajetos de ônibus
Linha Centenário/Campo Comprido (ambos sentidos), Linha Ligeirão Boqueirão, Linha Ligeirão Pinheirinho, Linha Santa Cândida/ Capão Raso (sentido norte e sul), Linha Aeroporto Executivo
Data: Segunda a sexta, até 1º de dezembro
Horários: Consulta disponível no site www.bienaldecuritiba.com.br/literatura

Leitura de poesias em travessia de barco
Data: 19 de outubro
Local: Passeio Público
Horário: das 10h às 12h e das 14h às 16h, com saídas a cada 30 minutos
Ingresso: Gratuito

Instalação sonora "O sexo vegetal", de Sérgio Medeiros
Data: até 1º de dezembro
Local: Estufa do Jardim Botânico (Rua Eng. Ostoja Roguski, 690 | Jardim Botânico)
Horário: Todos os dias, das 6h às 20h
Telefone: (41) 3264-6994
Ingresso: Gratuito

Projeção do poema "aA Momento de Simetria", de Arturo Carrera
Data: 9 de novembro
Local: Casa da Memória (Rua São Francisco, 319 | Centro)
Horário: a confirmar
Telefone: (41) 3321-3230
Ingresso: Gratuito


Australiana Jill Orr apresenta vídeo instalação na Galeria APAP



 


Imagem de "The sleep of reason produces monsters"

A performer australiana Jill Orr participa da Bienal Internacional de Curitiba 2013 com o vídeo "The Sleep of Reason Produces Monsters", em exibição na Galeria APAP - Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná. Sob a curadoria de Fernando Ribeiro, a produção será exibida até o dia 1º de dezembro. A Galeria da APAP abre para visitação de terça-feira a domingo.

Neste trabalho, os movimentos da artista estão atrasados e repetidos. Fantasmas que dançam lado a lado criam uma complexa imagem em movimento, com multicamadas. Os sons do vídeo têm como objetivo conquistar o espectador, ultrapassando a barreira da tela, e trazê-lo para dentro da intensidade da performance original.

Jill Orr integra a mostra de performance desta edição. A artista nasceu em 1952, vive e trabalha em Melbourne, Austrália. Algumas exposições importantes mais recentes são: 80's Mixed Tape, National Gallery of Victoria, 2013; A Semana Internacional da Arte Performática de Veneza, Itália, 2012; Festival de Arte e Performance, Melacca, Malásia, 2012. Jill Orr recebeu muitos prêmios do Australia Council, Arts Victoria and Vic Health. Também foi agraciada com o título de Doutora pela Universidade Monash, Melbourne, em 2013.

Serviço
Exibição do video "The Sleep of Reason Produces Monsters"
Local: Galeria da APAP/PR - Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná (Av. Jaime Reis, s/n Sala 07 I São Francisco)
Horário: 14h às 17h (3ª a 6ª feira) e 10h às 13h (sábado e domingo)
Ingresso: Gratuito