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Eliane Prolik

ARTISTA

Eliane Prolik

A vida moderna em seu tumulto de imagens públicas (nas ruas) e privadas, ou supostamente privadas (celular, Facebook), tem empurrado cada vez para mais longe as necessárias experiências de subjetividade um dia possíveis. Eliane Prolik propõe uma instalação onde a presença insistente da dimensão pública da luz, e de uma luz em particular, a vermelha, é a personagem central e tão intensa que toda subjetividade é anulada em favor do comando social por ela representado e que não pode ser contestado.

As luzes vermelhas estão por toda parte. As luzes das lanternas vermelhas traseiras e que indicam as frenagens dos veículos cortam no tecido da cidade um de seus dois fluxos centrais de organização: visto de perto ou de longe, o fluxo das luzes brancas dos faróis dianteiros é compensado largamente pela linha densa das luzes vermelhas traseiras no fluxo ao lado. Ainda mais que a luz branca, a vermelha é, para a artista, índice da onipresença dos códigos sociais que invadem a cidade, o cenário arquitetônico e urbano maior, o ambiente imediato do observador e atingem seu próprio corpo no qual penetram pelo olho sem que essa intromissão seja apenas visual: o corpo tem de reagir e controlar-se no ritmo da luz vermelha.

Por um dos paradoxos abundantes da luz, o mesmo vermelho que sinaliza a proibição (proibição de continuar se movimentando para frente, proibição de sair do lugar, de entrar num lugar) assinala também o lugar onde a contravenção é permitida, e é a própria artista que lembra os “inferninhos”, os abajures das alcovas onde se pratica o comércio do sexo, lugares onde a quebra das normas é permitida: a sociedade é sábia, repressão o tempo todo é contraproducente. A luz do desejo é a mesma luz que significa a proibição e o perigo. A artista sugere que a luz vermelha na cidade constitui o horizonte, estabelece os limites: ao mesmo tempo energia positiva e necessária frustração da liberdade. “Luz bandida”, diz a artista: talvez este lado do vermelho prevaleça sobre qualquer outro; na arte o vermelho é símbolo da ira, da destruição, do perigo.

Nesta obra, o grau de representação, de metáfora, é alto: a luz não vale só por si mesma, mas por aquilo que significa; como se trata, porém, de um ambiente de imersão, e como em arte a interpretação tem e deve ter um alcance limitado, a obra é também uma experiência sensorial real, exacerbada, de tudo que é em princípio por ela expresso e evidenciado ou denunciado. O observador terá de procurar por sua subjetividade em outro lugar, aqui ele é prisioneiro de algo que vem de fora dele mesmo e não admite conversa – mas sairá da experiência com a necessidade de procurar em algum lugar seu momento de exame de suas próprias e mais íntimas sensações e reflexões: se for em frente como sempre, sem pensar, só encontrará o vermelho.

Teixeira Coelho | Curador geral

 

Eliane Prolik participou das edições 19ª e 25ª Bienal de São Paulo, em 1987 e 2002, assim como do Panorama da Arte Brasileira, no MAM-SP, de 1991 e 1995. Fez parte da I Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, em 1997 e do Manobras Radicais, de 2006, no CCBB de São Paulo. Também participou de uma exibição coletiva na Caixa Cultural de Brasília, em “O Espaço Aberto”, em 2008, assim como do “O Estado da Arte” no MON em Curitiba, em 2010. Já individualmente, Prolik idealizou a obra “Tuiuiú”, no Projeto Octógono, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2004. Sua obra “Atravessamento” foi exibida no MuMA, em 2012, em Curitiba, assim como “Da Matéria do Mundo”, no Museu Oscar Niemeyer. Na exposição da Bienal de Curitiba, Eliane propõe uma instalação onde a presença insistente da dimensão pública da luz contrapõe-se a de uma luz em particular, a vermelha