Lars Nilsson

ARTISTA

Lars Nilsson

Estas obras de Lars Nilsson oferecem uma representação de como seriam esculturas de figuras humanas se delas fosse retirada a luz. Cada uma delas é como um corpo negro ou um buraco negro, um ponto no espaço de onde toda luz é retirada, um ponto impermeável (quase) a toda luz, o “un-Weiss”, o não-branco de Malevich, a ausência de toda cor e luz.

Estas figuras parecem em estado de transformação como se saindo das trevas em direção à luz, emergindo da forma para a não-forma ou vice-versa. O resultado é um estado de incerteza entre realidade e imaginação, sonho e pesadelo, luz e a ausência da luz, com todas as consequências imaginárias ou bem reais dessa operação de escurecimento. Lars Nilsson observou que seu trabalho atual parece inserido numa dobra do tempo que o faz partilhar estilos distintos e opostos, como o realismo e o surrealismo, levando-o a sentir-se algo fora do tempo, anacrônico. Do ponto de vista desta exposição, Fantasmas coloca-se numa dobra da luz, num movimento de saída da luz ou rumo à luz.

Teixeira Coelho

O grupo escultórico Fantasmas, de Lars Nilsson, leva-nos de volta ao lado obscuro da civilização que ilumina o passado e joga luz sore nossa situação social contemporânea. Estas obras oferecem uma representação de como seriam esculturas de figuras humanas se delas fosse retirada a luz. Cada uma é como um corpo negro, um buraco negro, um ponto no espaço de onde toda luz é retirada, um ponto impermeável (quase) a toda luz, o “un-Weiss”, o não- branco de Malevich, ausência de toda cor e luz. Em estado de transformação, estas figuras saem das trevas em direção à luz, emergem da forma para a não-forma ou vice-versa. O resultado é um estado de incerteza entre realidade e imaginação, luz e a ausência da luz.

Lars Nilsson observou que seu trabalho atual parece inserido numa dobra do tempo que o faz partilhar estilos distintos, como o realismo e o surrealismo, levando-o a sentir-se fora do tempo, anacrônico. Do ponto de vista desta exposição, Fantasmas coloca-se numa dobra da luz, num movimento de saída da luz ou rumo à luz. (Bo Nilsson + Teixeira Coelho)

Lars Nilsson nasceu em Estocolmo, na Suécia, em 1956. Nos últimos anos, o trabalho de Las tem cada vez mais focado na tradição nórdico-romântica, com referências tanto da espiritualização pela natureza de Casper David Friedrichs, quanto a trabalhos de paisagens escuras e melancólicas contemporâneos manipulados pela mídia, onde a sexualidade atrai por debaixo da superfície. Em seu trabalho mais recente, a instalação escultural “Ghosts” (2014), natureza e cultura estão atreladas à escolha de materiais de Lars Nilsson. Em “Composite”, um estranho tipo de material plástico que pode dar uma impressão mais natural, como argila, se transforma em corpos esculturais não são naturais, eles também são culturais. O resultado do trabalho exposto na Bienal de Curitiba, “Fantasmas”, é a incerteza entre realidade e imaginação, luz e seu contrário.