O Batedor de Carteiras

Dir. Robert Bresson

14 anos | 1959 | Ficção | França | 75’ | 35mm

Michael é um jovem que começa a bater carteiras por prazer e pela emoção de roubar. Mas o hábito acaba se tornando uma compulsão. Ele é preso e passa a refletir sobre seus atos, ao perceber o forte choque causado em sua mãe, na família e em seus amigos. Ainda assim, ao ser solto, volta ao crime, juntando-se a um ladrão veterano. Mais uma vez sua consciência vai pesar, agora, também, porque se apaixonou por Jeanne. Para compor o realismo deste personagem, o diretor Robert Bresson contou com a assessoria de um batedor de carteiras profissional, que o ajudou na escolha de locações e dos detalhes reais das cenas. O roteiro é inspirado no romance Crime e castigo, de Fiodor Dostoievski.

 

Direção e roteiro: Robert Bresson | Produção: Agnès Delahaie | Direção de fotografia: Léonce-Henri Burel | Direção de arte: Pierre Charbonnier | Montagem: Raymond Lamy | Som: Antoine Archimbaud | Elenco: Martin LaSalle, Marika Green, Jean Pélégri, Dolly Scal, Pierre Leymarie, Kassagi, Pierre Étaix, César Gattegno | Produção: Compagnie Cinématographique de France

 

Robert Bresson 

Robert Bresson dirigiu catorze filmes, sendo apenas o primeiro em curta-metragem. Seus principais longas são O batedor de carteiras (1959), Diário de um pároco de aldeia (1951) e O dinheiro (1983), seu último filme. Nascido em 1901, Bresson estudou pintura antes de tornar-se cineasta. Aposentou-se depois de não conseguir financiamento para uma adaptação para o livro do Gênesis. Ao longo de grande parte de sua carreira, foi amado pela crítica e praticamente ignorado pelo grande público. Morreu em 1999.

 

 

Mostra Cinema Francês

 

Cine Guarani
Quarta, 26/10 - 18h
Quinta, 27/10 - 20h

Gratuito