Artistas da semana: Wu Didi, Chen Wenji e Ben Pease

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Wu Didi

Você sabia que o ato de coletar pedras e colecioná-las é uma tradição que milenar chinesa, praticada como passatempo e considerada um reflexo dos gostos e da sofisticação dos proprietários? Desde a Dinastia Song isso foi registrado por pintores e poetas, que analisaram todos os aspectos das pedras,  como: textura, brilho, aromas e formas.

Na obra ‘The truth is precise and concrete’, da série ‘Moss Rock’, criada pela artista Wu Didi e exposta no MON, as rochas simbolizam estabilidade e solidez, enquanto o musgo representa energia e vitalidade de todas as formas de vida, por pequenas ou imperceptíveis que sejam. Ambos convivem em paz, impactando a natureza de maneira humilde, demonstrando a sabedoria de permanecer calmo e ainda faltando em nossa sociedade atual.

 “The truth is precise and concrete”, 2014. Óleo sobre tela. 120x240cm.

 

A erva daninha  geralmente está enquadrada em um grupo de plantas indesejáveis e incômodas, mas na obra ‘No Weed No.2’, da artista chinesa Wu Didi, isso é diferente. Em suas obras da série  ‘No Weed’, com pinceladas extra finas, ela remete a identidade única para cada ser vivo, especialmente para aqueles que são comumente agrupados em categorias de “insignificância”. Segundo a artista, “o propósito da arte é questionar os sistemas estabelecidos de julgamento e valores, mesmo que isso signifique dar a nossa alma uma pequena pausa …”

 

No Weed No.2, 2012. Óleo sobre tela. 150×200 cm.

 

Wu Didi | Chongqing, China, 1976. Vive e trabalha em Pequim, China.

Wu Didi | Chongqing, China, 1976. Vive e trabalha em Pequim, China.

 

Chen Wenji

“A função da arte não se limita à reprodução e à resposta das imagens, a informação que transmite é mais das dúvidas pessoais do artista sobre o mundo e sua devoção estimulada por possibilidades sem causa. Então, a sensibilidade e a paixão são particularmente importantes para um artista.”

Para Chen Wenji, artista chinês que participa da Bienal com obras expostas no MON, o trabalho não possui um propósito definido, pois, a resposta do observador, segundo ele, é apenas parte da função de uma obra de arte.

“Page Black•Color”, 2016. Óleo sobre painel de alumínio. 90x175cm. 黑•色

“Page Red•Color”, 2016. Óleo sobre painel de alumínio. 90x175cm. 红•色页

 

Xangai, China. 1954. Vive e trabalha em Pequim, China.

 

Ben Pease

Artistas indígenas contemporâneos enfrentam questões como apropriação cultural, exortação, racismo e estereótipos disfarçados de apreciação e esquecimento. O trabalho do artista americano, de origem Crow/Northern Cheyenne – Sudeste de Montana, Ben Pease, continuamente e  respeitosamente, pergunta como e por quê? Para o artista, “muitas vezes, a questão é mais importante do que a resposta. O que realmente importa, é o caminho”.  

Abandono e assimilação aparecem com frequência nas obras de Pease enquanto busca a “união” entre histórias ancestrais e culturas contemporâneas, já que vê a arte como “uma relação física e espiritual interpessoal … conectada a todas as entidades, seres, organismos e características geológicas circundantes”.  

Uma curiosidade: “Bull Chief”, retratado na obra, é, segundo o artista, seu o tataravô

Veja detalhes da obra aqui

“Bull Chief- Color Is the Medicine”. Tinta acrílica, impressão de pintura digital sobre Baryta Photographic Rag, em 1907 Silver Bow County, Papel de linho em tela. (2017) 122x122cm.

 

Ben Pease. EUA, 1989

Ben Pease define seu estilo como contemporâneo tradicional, urilizando instalação e pintura de mídia mista usando colagem, fotografia e mídia digital.  Em 2017 foi eleito um dos 31 artistas expoentes de pela Southwest Art’.

Mais sobre o artista em  seu site