Artistas da semana: Ding Hao, Alfredo Quiroz + Bernardo Puente e Pedro Tyler

Ding Hao

Quem visita o Olho no Museu Oscar Niemeyer pode conferir três obras do artista chinês Ding Hao: “The Moon Palace” “Ultimate” e “ Floating City”. Em seus trabalhos o artista explora os elementos de composição de suas obras organizando-os de forma não convencional, transcendendo a experiência física e desafiando a lógica. Ding Hao cria para além da gravidade, do ideal e da realidade.

 

“The Moon Palace”, 2017. Aço inoxidável. 150x150x45cm. Crédito:Luciana Carvalho @lulucianacarvalho

 

 À esquerda “Ultimate”, 2017. Bambu. 360X45X45cm. e à direita “Floating City”, 2014. Madeira. 45 x 35 x 245cm. Crédito: Cido Marques – Fundação Cultural de Curitiba

 

Alfredo Quiroz + Bernardo Puente

A exposição “Além da Fotografia”, sob curadoria de Tício Escobar, apresenta o trabalho de Alfredo Quiroz + Bernardo Puente. Como uma maneira de perseguir o registro do tempo pela imagem captada em vídeo, os artistas nos apresentam “o período transcorrido entre a ascensão ao poder do ditador Stroessner e sua queda não pode ser medido por vivências pessoais e experiências coletivas”.

O tempo do acontecimento traumático está quebrantado, enlouquecido; não cabe inteiro na superfície de um quadro: não pode ser completamente visualizado.” No vídeo presente no Museu Oscar Niemeyer, uma mão escreve datas de início e fim, enquanto outra – ou a mesma – as apaga, deixando uma marca sobre o que havia escrito. Uma intermediação entre o visível e a escuridão.

 

“Asunción, 3 de febrero de 1989”, 2015. Duas lousas, 110x150cm cada. Video HD (loop) 5’04’’. “Asunción, 15 de agosto de 1954”, 2015. Duas lousas, 110x150cm cada. Video HD (loop) 5’04’’.

 

 

No GIF, primeiro aparece um quadro com a data Asunción, 15 de agosto de 1954 escrito com giz e borrada. Na sequência, a mesma imagem, com o escrito ainda mais apagado e borrado.

 

Pedro Tyler

 

Utilizar os sistemas de medição para representar a noção ocidental de pensamento racional é o objetivo do artista uruguaio Pedro Tyler, que começou a incorporar e manipular as réguas em seu trabalho a partir de 2000. Ao criar estruturas e objetos a partir de materiais variados, como madeira, metal e plástico, Tyler questiona a segurança que obtemos através da medição e precisão.

 

 “Bloom II”, 2012-2015. Réguas de madeira. 190x350x50cm.

🔊 Aviso: cuidado com o volume do vídeo |  Performance realizada pelo artista durante a montagem de sua obra. Fita de metal de trena. Captação: Talita Braga

 

 

Pedro Tyler participa da Bienal sob curadoria de Dannys Montes de Oca e Royce Smith, na exposição “Porque o mundo nunca deve perder seus afetos”, e seu trabalho pode ser conferido no Memorial de Curitiba.