José Rufino e a obra Opera Hominum

Durante o período de montagem das exposições da Bienal de Curitiba ‘17 conversamos com alguns artistas e curadores. O primeiro vídeo que compartilhamos desta série é com Leonor Amarante e o José Rufino, que participam da Bienal com a exposição Opera Hominum.

 

 

Título: “Opera hominum” Ano: 2015-2017. Técnica: Monotipias (têmpera) sobre folhas de pagamento. Dimensões: 38,7 X 80cm (individual), 137 x 621 cm (políptico).

 

José Rufino vê beleza na desgraça, na ferrugem e na ruína. Em uma conversa com Leonor Amarante, apresenta Opera Hominum, sua exposição para a Bienal de Curitiba ‘17, instalada no Museu Oscar Niemeyer. Sob curadoria de Leonor Amarante, a exposição “Opera Hominum”, exposta no MON não é um acelerador de emoções, mas o processo vivo de interação entre a história coletiva dos trabalhadores de uma usina de açúcar e álcool e a experiência pessoal do artista José Rufino.

A instalação pode ser uma ode aos empregados que passaram parte de suas vidas como empregados da Usina Santa Terezinha, localizada em plena zona da mata pernambucana, no município de Água Preta. Composta por 21 painéis arqueológicos destaca as mãos de 20 operários e uma única mulher, funcionária da administração. E a subjetividade dessa obra se dá no campo de fronteira com a transposição artística de uma experiência social. Ao serem desprivatizados, esses documentos rompem os limites entre o público e o privado e aderem ao ocultamento linguístico dadaísta por meio de uma realidade histórica, não reduzida à mera crônica.