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Hall da Secretaria de Estado da Cultura

 

A Secretaria de Estado da Cultura recebe a obra “Antípoda de si mesma”, da artista Maria Cheung sob curadoria de Luiz Carlos Brugnera. A mostra é uma instalação composta por um berço de dimensões ampliadas, localizado em cima de um tapete vermelho no centro da sala, em frente a uma parede vermelha com peças de cerâmica com ideogramas que significam boa sorte, que no contexto da obra, simbolizam medo e esperança ao mesmo tempo. O berço, assim como as cores utilizadas, faz uma metáfora ao seu país de origem (a China), berço de uma das civilizações mais antigas do mundo, e tema da Bienal desse ano. “O berço, que aqui remete a origem cultural e a proteção macia e cálida da segurança maternal, tem na sua antítese o momento que deixei o país onde nasci em busca de novas oportunidades do outro lado do mundo”, conta a artista.

 

 

 

O fluxo de Tao

Antípoda palavra que resume as oposições geográficas, mas na arte e na vida seu significado vai além, pois aos homens são conferidas as dualidades, nas quais buscam as perguntas e as respostas em um eterno caminhar. Desde a tenra idade ao procurar o afago da mãe à iluminação mística em seu amadurecer. O curador Brugnera observa essa dicotomia na obra de Maria Cheung “O berço! De ouro! O berço de ouro da humanidade é de fato dourado, a menina nasce e ausenta-se, com o retorno se embala, percebe o algo que lhe fazia vazios… Antípoda dela mesma mais feliz! Uma obra ícone que acalenta, norteia e se completa… Linda letra multiplica-se, na cor rubra fala “boa sorte”, repete “boa sorte”, concordo e digo “boa sorte”, homenagem”.

No conceito de antípoda a própria artista diz: o berço, que aqui remete a origem cultural e a proteção macia e cálida da segurança maternal, tem na sua antítese o momento de deixar o país onde nasceu em busca de novas oportunidades do outro lado do mundo. O aconchego vindo do embalo suave foi agora transformado na rigidez e na determinação de um recomeço. O ideograma da “boa sorte” simboliza ao mesmo tempo o medo e a esperança, numa dicotomia que acompanha todos os que se aventuram num novo país…”
Há beleza e sagacidade em sua obra, de forma que despertará a emoção nirvânica do contato com o berço e a emoção pesarosa da inevitável separação.

Texto por Cíntia Abreu

 

 

Biografia

Maria Cheung, nascida na China,1957. Seu trabalho é evidenciado pelo resgate cultural através de instalações de arte conceitual.Sua obra foi referenciada em duas importantes publicações como personalidade artística. Realizou exposições na Alemanha, Argentina, Áustria, China e Brasil, acumulando vários prêmios. Maria considera que a exposição“The Mode-International Ceramic Arts Invitational Exhibition in LiLing Ceramics Valley Museum”, China, 2016 a sua mais significativa participação.Na ocasião Maria pôde realizar o antigo desejo de retornar à China como artista, onde reconectou sua expressão artística com suas origens. Vive e trabalha em Foz do Iguaçu e mantém um atelier desde 1995.

 

Secretaria de Estado da Cultura

Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h
Ingressos: gratuito

Hall da SEEC – Secretaria de Estado da Cultura (R. Ébano Pereira, 240 – Centro)

 

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Registros: Claiton Biaggi e Irmãos Thoms

Via Bienal