Fata Morgana

Dir. Vicente Aranda

1966, Ficção, Espanha, 84’

Thriller futurista produzido numa Barcelona deserta, repleta de assassinos em série e onde as vítimas se sentem fatalmente atraídas por eles.

Direção: Vicente Aranda | Roteiro: Vicente Aranda e Gonzalo Suárez | Direção de fotografia: Aurelio G. Larraya | Direção de arte: Manuel Muñiz | Música: Antonio Perez Olea | Montagem: Emilio Rodríguez | Empresa produtora: Filmes Internacionais | Elenco: Teresa Gimpera, Marianne Benet, Marcos Martin, Alberto Dalbes, Antonio Ferrandis e Antonio Casas

Vicente Aranda

Vicente Aranda é um diretor essencial para entender o cinema espanhol na transição democrática e em sua consolidação. Sem dúvida, Aranda conseguiu levar a cabo um cinema com um estilo próprio, levando em conta suas próprias historias. “Fata Morgana”, de 1966, é o seu primeiro filme solo e é apontado como o precursor da Escola de Barcelona, um importante movimento do cinema espanhol. Realizou cerca de trinta filmes, tendo ao longo da carreira várias fases autorais. O diretor se dedicou ao cinema negro filmando obras como “Fanny Pelopaja” (1984) e “Assassinato no comitê central” (1982). Atuou ainda fazendo adaptações literárias de textos de Juan Marsé, Luis Martín Santos, Andreu Martín, Antonio Gala, entre outros. No entanto, é no cinema de guerra que Aranda alcança seu ápice. São exemplos “Libertárias” (1996) e “Amantes” (1991), o seu maior sucesso. O filme conseguiu o prêmio Goya na categoria de Melhor Filme e de Melhor Diretor, além do Urso de Prata para Victoria Abril no Festival de Berlim. O cineasta morreu em 2015 aos 88 anos.

Mostra Circuito Espanhol

SESC Paço da Liberdade
Quinta, 16/11 - 17h10

Gratuito