Os guarda-chuvas do amor

Dir. Jacques Demy

(Título original: Les parapluies de Cherbourg)

Livre, 1964, Ficção, 91’, 35mm

Cherbourg, 1957. Guy Foucher (Nino Castelnuovo) é um jovem de 20 anos que foi criado pela madrinha e trabalha como mecânico de carros. Ele é apaixonado por Geneviève Emery (Catherine Deneuve), uma adolescente de 17 anos que ajuda sua mãe viúva no negócio da família, uma loja de guarda-chuvas elegante, mas pouco lucrativa. Geneviève também o ama, mas sua mãe acha que ela é muito nova para casar e não vê como Guy pode manter uma família. Ele é convocado para o serviço militar e ela descobre estar grávida. Surge o dilema: esperar o retorno do amado ou seguir adiante?

Direção e roteiro: Jacques Demy | Produção: Mag Bodard, Gilbert de Goldschmidt e Pierre Lazareff | Música: Michel Legrand | Direção de fotografia: Jean Rabier | Montagem: Anne-Marie Cotret e Monique Teisseire | Direção de arte: Bernard Evein | Empresa produtora: Parc Film, Madeleine Films e Beta Film | Elenco: Catherine Deneuve, Nino Castelnuovo, Anne Vernon, Marc Michel, Ellen Farner, Mireille Perrey, Jean Champion, Pierre Caden, Jean-Pierre Dorat, Bernard Fradet, Michel Benoist, Philippe Dumat, Dorothée Blanck, Jane Carat, Harald Wolff, Danielle Licari, José Bartel, Christiane Legrand, Georges Blaness, Claudine Meunier e Claire Leclerc.

Jacques Demy

Jacques Demy estreou no cinema de longa-metragem no início dos anos 1960 com “Lola, a Flor Proibida”. O filme traz inspirações claras da Nouvelle Vague e a atriz Anouk Aimée, que foi imortalizada por Frederico Fellini em “A Doce Vida”. Demy dirigiu outros quase vinte filmes em uma carreira de sucesso comercial e de crítica, construindo um sólido cinema formalista e encantador. Absolutamente primoroso. O cineasta, afeito ao modelo star system de se construir filmes e mitos, filmou com grandes nomes, tais como Jeanne Moreau e Catherine Deneuve. Esta última se tornou uma constante colaboradora em suas obras. Autor de musicais e histórias de amor, viveu com a também cineasta Agnès Varda até morrer em 1990. Ela, inclusive, lançou em 1991 o longa “Jacquot de Nantes” sobre a vida de Demy, filme que o FICBIC exibiu na edição de 2016. O cineasta nasceu na pequena cidade de Pontchâteau, na França. Ainda na adolescência teve início a sua paixão pela cinefilia. Participou do movimento cineclubista, na cidade de Nantes, e depois ingressou na Escola de Belas Artes. Em 1949, já na capital francesa, entrou para a Escola Técnica de Fotografia e Cinematografia. Nesta homenagem, o Festival exibe cinco importantes longas de Demy, quatro deles em película 35mm.

Mostra Diretor Homenageado

Espaço Itaú de Cinema
Terça, 14/11 - 19h

R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia)

Cine Guarani
Sábado, 18/11 - 19h30
Domingo, 19/11 - 15h30

Gratuito