Tempo de silêncio

Dir. Vicente Aranda

(Título original: Tiempo de silencio)

1986, Ficção, Espanha, 111’

Na Madri dos anos 1940, Pedro é um médico jovem que trabalha num centro oficial de pesquisa sobre o câncer utilizando cobaias procedentes da América do Norte. Quando fica sem os coelhinhos da Índia, o zelador do centro o aconselha a recorrer a "El Muecas", um amigo seu que criou um casal de cobaias com o fim de vendê-las.

Direção: Vicente Aranda | Roteiro: Vicente Aranda e Antonio Rabinad | Direção de fotografia: Juan Amorós | Direção de arte: Josep Rosell | Música: Francisco Alonso | Montagem: Teresa Font | Empresas produtoras: Lolafilms e Morgana Films | Elenco: Imanol Arias, Victoria Abril, Charo López, Francisco Rabal, Juan Echanove, Francisco Algora, Joaquín Hinojosa, Diana Peñalver e Queta Claver

Vicente Aranda

Vicente Aranda é um diretor essencial para entender o cinema espanhol na transição democrática e em sua consolidação. Sem dúvida, Aranda conseguiu levar a cabo um cinema com um estilo próprio, levando em conta suas próprias historias. “Fata Morgana”, de 1966, é o seu primeiro filme solo e é apontado como o precursor da Escola de Barcelona, um importante movimento do cinema espanhol. Realizou cerca de trinta filmes, tendo ao longo da carreira várias fases autorais. O diretor se dedicou ao cinema negro filmando obras como “Fanny Pelopaja” (1984) e “Assassinato no comitê central” (1982). Atuou ainda fazendo adaptações literárias de textos de Juan Marsé, Luis Martín Santos, Andreu Martín, Antonio Gala, entre outros. No entanto, é no cinema de guerra que Aranda alcança seu ápice. São exemplos “Libertárias” (1996) e “Amantes” (1991), o seu maior sucesso. O filme conseguiu o prêmio Goya na categoria de Melhor Filme e de Melhor Diretor, além do Urso de Prata para Victoria Abril no Festival de Berlim. O cineasta morreu em 2015 aos 88 anos.

Mostra Circuito Espanhol

SESC Paço da Liberdade
Sexta, 17/11 - 17h

Gratuito