Dolores de Argentina apresenta o projeto “QUE SOY” na Bienal de Curitiba 2018

Dolores Cáceres volta a Curitiba com um projeto de intervenção crítica sobre o plantio e o consumo de soja na América do Sul 

Artista Dolores de Argentina na produção de sua intervenção no gramado do Museu Oscar Niemeyer

A artista Dolores Cáceres, mais conhecida como Dolores de Argentina, traz o projeto que recebe o nome de QUE SOY à mostra da Bienal de Curitiba 2018. O projeto, que tem por objetivo fazer uma crítica ao agronegócio e ao plantio de soja nos países da América do Sul, traz a problemática desta prática de forma a conscientizar o observador sobre os efeitos dela nas regiões mais afetadas por este setor. 

A primeira etapa da intervenção, que acontece na parte externa do Museu Oscar Niemeyer, o MON, tem como proposta o desenvolvimento de pesquisas acerca do tema e convida o espectador a visualizar o plantio de soja como um processo que afeta muito mais do que a população local, mas também os biomas naturais das regiões onde há o cultivo destas monoculturas. O conceito do projeto tem a ver justamente com a pergunta “Que soy?” em espanhol e “O que sou?” em português, que remete, ao mesmo tempo, ao nome do grão da soja em inglês. 

Na segunda etapa, para o fechamento, está prevista a plantação das sementes de soja colhidas durante as práticas nos museus sul-americanos, que serão semeadas nos jardins de museus do continente asiático (China e Índia, que são os principais importadores do grão e seus derivados provenientes da América Latina). O plantio da soja nos territórios originais da espécie promove o pensamento crítico acerca de um problema global, que critica a produção de soja e a exploração gerada pelo agronegócio.

Sobre a artista

Dolores Cacéres/Dolores de Argentina, nascida em Córdoba, na Argentina, é uma referência quando o assunto é arte pública no subcontinente. Por mais de dez anos, Dolores fez intervenções, ações e obras através do qual recria a memória coletiva, os sintomas de uma era, a fé religiosa, a história local e conflitos de sua região, tudo a partir de uma perspectiva auto referencial. Esta necessidade de dar voz à comunidade encontra ressonância particular na esfera pública, onde suas obras podem alcançar níveis mais elevados de interpelação e visibilidade. 

Geralmente, os projetos são o resultado da investigação de uma questão, fenômeno ou circunstâncias históricas. Dolores é uma artista cujo trabalho poderia exemplificar esta aliança curiosa entre a abordagem reflexiva para temas através do poder denotativo de recursos de fala e sedução, intervalo comercial e pop, seja pelo uso de caixas de luz de néon , logotipos ou o gigantismo dos textos. 

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SERVIÇO:

Bienal de Curitiba 2018 | 25 Anos

Data: de 18 de outubro a 30 de dezembro de 2018.

Para mais informações sobre a programação, acesse o Facebook da Bienal de Curitiba  e o perfil da Bienal no Instagram

 

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