Obras de Leonardo Kossoy ganham destaque na Bienal de Curitiba 2018

Fotógrafo paulista traz temas abstratos para contestar a realidade a partir de diferentes visões e cenários 

Obra da mostra "Caindo no inferno da Imagem" do artista Leonardo Kossoy

A mostra de Leonardo Kossoy traz as exposições dos projetos “Waterscapes”, de 2007, “Only You”, de 2014, e as séries inéditas “Inventário do Mundo” e “Caindo no inferno da Imagem” para a Bienal de Curitiba 2018, proporcionando uma nova experiência ao espectador. As obras, que estão disponíveis para visitação até o dia 30 de dezembro no Museu Oscar Niemeyer, fazem parte da edição comemorativa de 25 anos da Bienal, que recebe quatro segmentos do trabalho do artista paulista. 

O projeto inédito “Inventário do Mundo” aborda questões da realidade como uma forma de mostrar as diferentes visões projetadas sobre um mesmo objeto, ou seja, o mundo pode ser visto por várias realidades e visões diferentes. Nestas obras, as fotografias falam do poder da mente em criar o que vemos.  

Já a série “Caindo no inferno da imagem” reúne imagens abstratas obtidas através de limitações de luz e de equipamento, levando o espectador a novas experiências. 

Sobre o artista 

Leonardo Kossoy é um fotógrafo paulistano, nascido em 1943, que se formou em Direito pela Universidade Mackenzie, mas desde os anos 1960 trilhou o caminho das artes e da literatura, vinculando-se a vanguardas culturais. Passou a dedicar-se exclusivamente à fotografia posteriormente. Essas motivações interdisciplinares – entre a literatura, a fotografia e a pintura – concluíram numa fase mais recente para o estude de elementos da obra dos pintores Caravaggio e Francis Bacon, principalmente nas definições de perspectivas, enquadramentos e iluminação. 

Como sempre viaja para fotografar no Mediterrâneo, motivado por referências literárias da mitologia, Kossoy traz um olhar mais poético em suas fotografias.  Nas correspondências entre fotografia e literatura, o olhar poético conduz seu trabalho. Leitor dos relatos de viagens de Patrick Leigh-Fermor, aproximou-se da questão das fronteiras e dos viajantes, como expôs na sua mostra “Desoriente: o Eu nômade” (2006/2007). No Mediterrâneo, aprofundou ainda sua relação com a geografia, a história da arte e a fotografia nos recortes poéticos da realidade. 

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SERVIÇO:

Bienal de Curitiba 2018 | 25 Anos

Data: de 18 de outubro a 30 de dezembro de 2018.

Para mais informações sobre a programação, acesse o Facebook da Bienal de Curitiba  e o perfil da Bienal no Instagram

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