Arquiteto premiado com Leão de Ouro na Bienal de Veneza e convidado para expor na Fundação Cartier (Paris) apresenta obras na Bienal de Curitiba

Obra do artista na Bienal de Veneza

Considerado um dos maiores arquitetos latino-americano da atualidade, Solano Benítez é um dos artistas participantes da mostra “Aura Latente – Arte Contemporânea no Paraguai”, com curadoria de Tício Escobar e integrante da programação da Bienal de Curitiba 2018 | 25 Anos. Benítez nasceu em Assunção, Paraguai, em uma comunidade que enfrentava uma série de problemas sociais e econômicos. Foram esses problemas com os quais Benítez conviveu e viu aqueles ao seu redor convivendo que fez com que ele tivesse como missão criar projetos arquitetônicos inteligentes: de menor custo e alta qualidade. 

Influenciado pela relação que seu país de origem tem com tijolos, pesquisou a matéria prima até conseguir fazer uso desse material em seus ousados projetos, que têm os tijolos como objeto principal. Além do benefício financeiro, também trazem exuberância para os projetos criados por Solano. 

Benitez disse em uma entrevista que, por viver no Paraguai, nunca passou por um tempo sem crise e afirma que a dificuldade estimula a imaginação e criação de caminhos alternativos. Essa realidade dirige seus projetos, os quais acompanha do início ao fim, e os humaniza: quando imagina a construção, pensa no social e não no individual, como o aquele local irá beneficiar todos que estão presentes. 

Solano Benítez é hoje um dos arquitetos com maior reconhecimento mundial da América Latina, e recebeu inúmeros prêmios de peso  – entre eles um Leão de Ouro na Bienal de Veneza 2016, onde expôs um arco em alvenaria na entrada do pavilhão Central da feira. O reconhecimento não fez com que Benítez esquecesse o lugar de onde veio e que impulsionou seus sonhos de ser arquiteto. 

Além se seu escritório ‘Gabinete de Arquitectura’, em parceria com os colegas Alberto Marinoni e Gloria Cabral, Solano leciona em escolas de arquitetura do Paraguai, dando continuidade a sua ideia de criar pensando na história da técnica e com materiais que façam parte da realidade do local. Para o Paraguai, ter Solano como conterrâneo significa destruir pré-conceitos e levar para o mundo o nome de seu país através de suas obras. 

 

 

 

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