Imagens congeladas na tela do Cinema em Itaipulândia

A última etapa do projeto Cine Móvel chegou na cidade de Itaipulândia na noite de 18/06 com o Cinema na Escola: uma sessão de filmes com os mais diversos formatos e temas. Formando um grande panorama sobre a sociedade – o lado ruim da internet, as relações de trabalho em diversas camadas sociais, vícios, sonhos e medos – o Cinema na Escola conversou sobre a posição de adolescentes e jovens no mundo atual.

 

No Colégio Estadual Tiradentes em Itaipulândia os filmes foram exibidos para uma turma de cerca de 35 alunos que já haviam participado da primeira etapa do projeto, a Oficina de Cinema pelo Celular (20/03). Já conscientes da linguagem e da infinita possibilidade dos gêneros cinematográficos, os estudantes puderam assistir com mais atenção os curta-metragens escolhidos.

O Melhor Som do Mundo | Direção: Pedro Paulo de Andrade.

Na hora do debate, foi preciso vencer a timidez para partilhar com a turma as ideias surgidas a partir da tela grande. Mas, assim como pessoas deixam marcas inesquecíveis em nossas vidas, também os filmes são capazes de deixar. A jornada do protagonista de “O Melhor Som do Mundo”, por exemplo, encantou e fez rir. O menino, buscando a perfeição de som, redescobre o mundo a seu redor – será que nós, quando assistimos a um filme “perfeito”, também somos capazes de redescobrir a beleza em que tudo que nos cerca?

Cinema na Escola em Itaipulândia | Cine Móvel – Lucas Ferreira

Já na Oficina de Cinema pelo Celular os jovens do Colégio Tiradentes retrataram pessoas marcantes, tanto para a rotina da escola quanto para a história da comunidade onde moram: “Memórias de Jandirão” e “Em Memória…” são exemplos de um cinema que imortaliza e guarda com carinho figuras históricas. Vale a pena conferir o resultado da Oficina, já disponível no canal da Bienal de Curitiba no YouTube!

 

Após a teoria e prática ofertada pelo projeto Cine Móvel, certamente os olhares daquela turma de jovens estudantes serão mais atentos, não apenas à tela grande mas principalmente à “narrativa” do cotidiano.